Henrique Castro tem sido destaque em diversos sites brasileiros e também em eventos. Graças à suas habilidades, à humildade e à amizade que tem com vários outros pilotos, esse cara já pôde chegar longe e conquistou boas coisas em sua carreira como BMXer. Vivendo atualmente em São Paulo, e andando em vários lugares dessa zona metropolitana, “Valvoline”, como também é conhecido, mantém seu rolê em dia treinando nas pistas de madeira, concreto e cimento. Não é à toa que ele sempre surpreende quando aparece em algum webvídeo. Também não poderia deixar de citar os seus table tops, um dos mais estilosos que conheço.
Confira essa entrevista e conheça um pouco mais desse talentoso piloto…
“Na verdade, não me sinto um piloto profissional e estou longe de ser um dos melhores do Brasil. (…) Eu tinha um sonho de poder conhecer a cena e apenas me mantive praticando, andando com meu amigos, e as coisas foram acontecendo.”
Caio Andrade – Comecemos pelo básico, por perguntas recorrentes em muitas entrevistas: quando foi que você começou a praticar o BMX, e como isso aconteceu? Quem ou o que mais te influenciou naqueles primeiros rolês, anos atrás?
Henrique Castro – Comecei a andar com um primo meu que praticava Flatland. Ele me emprestou o VHS mais clássico do mundo, o “Head First” (vídeo lançado em 1991 pela Hoffman Bikes). Daí por diante, comecei olhar as manobras no vídeo e tentar fazer também. Ainda bem que esse vídeo tem muito clip na rua, isso me influenciou muito a sempre andar de bike. Apenas precisava da minha bike e de um lugar para me divertir.
C.A. – Seu nome é bem conhecido no cenário nacional já há algum tempo, e suas conquistas recentes e a visibilidade que você tem atualmente te consolidam como um dos principais pilotos profissionais do Brasil. Antes de tudo isso acontecer, você realmente sonhava em se dedicar tanto ao BMX e se tornar um profissional? Como você enxerga, hoje, a sua carreira e todo o caminho que você trilhou?
H. C. – Na verdade, não me sinto um piloto profissional e estou longe de ser um dos melhores do Brasil. Também acho que o BMX nunca foi uma carreira pra mim. Eu tinha um sonho de poder conhecer a cena e apenas me mantive praticando, andando com meu amigos, e as coisas foram acontecendo. Eu penso que a bike me disciplinou, fez com que eu ficasse mais esperto, e até me ajudou a ficar com umas garotas. Hoje em dia, posso disser que tive muita sorte de ter amigos que sempre me ajudaram a me manter em cima da bike.
C.A. – Falando em recentes conquistas, uma das pessoas que te ajudaram a abrir portas foi o piloto australiano Ryan Guettler. Como foi que você o conheceu, e como começou essa amizade? Desde então, quais foram as oportunidades que surgiram com a ajuda desse amigo gringo?
H. C. – Eu conheci o Ryan Guettler através do Diogo Canina. A minha amizade com o ele aconteceu depois que ele me convidou para morar (em Greenville) e montar as rampas no backyard (quintal). Então, fomos nos conhecendo dia a dia. O Ryan me fez realizar mais que um sonho, me colocou dentro de lugares e situações que nem com todo o dinheiro do mundo eu poderia vivenciar. Agradeço muito pelo grande amigo que ele tem sido comigo.

Foto por Felipe Corrêa
C.A. – Você teve a oportunidade de passar algum tempo nos Estados Unidos; mais especificamente, duas temporadas de várias semanas em Greenville, cidade estadunidense conhecida como “pro town”. O que essa experiência acrescentou à sua carreira, e o que você pôde aprender com essa oportunidade?
H. C. – Em Greenville, não é de se negar, você começa andar bem naturalmente. Assim que começa a treinar com Ryan Guettler, Colin Mackay, Rob Darden, Josh Harrington, Diogo Canina, seu nível aumenta apenas de olhar, sua cabeça começa a ver as coisas de forma diferente. Vendo um piloto como eles andando no dia-a-dia, você dará muito mais valor que em uma session, em um webvídeo. Eu fui afortunado de poder presenciar e viver isso tão intensamente. Aproveitei o máximo do tempo ao lado deles para fazer um rolê melhor. Na verdade, aprendi andar de bike de novo.
* Curiosidade: O apelido de “Valvoline”, Henrique Castro recebeu de seus amigos australianos, com quem morava em Greenville. Esse apelido surgiu porque eles ficavam brincado que o sobrenome “Castro” era marca de óleo de motor(Castrol, na pronúncia em inglês fica ainda mais parecido). Daí eles pegaram o nome de outra marca, a “Valvoline”, e a usaram para chamar o amigo brasileiro.
C.A. – Para os próximos meses, quais são os seus planos – ou como você costuma chamar –, suas “missões”? Algum grande campeonato em vista ou uma viagem programada? Você acredita que o patrocínio gringo da marca australiana Colony BMX te ajuda de alguma forma na realização desses objetivos?
H. C. – Meu, as minhas missões estão frenéticas. Quero poder viajar com Overall pra França em maio; afinal, somos grandes amigos e nunca fizemos uma trip fora do Brasil. Quero filmar para o novo DVD da Colony, para o qual terei que entregar os clips até setembro. Isso acho que será a coisa mais difícil deste ano. Sobre a Colony, não tenho palavras. Tudo que está ao alcance do Clint Millar, ele me ajuda e, com certeza, eles estão me apoiando em todas as missões .
C.A. – Em relação a essa viagem que você está planejando fazer com “Overall”, já existe alguma previsão mais certa? O que vocês pretendem visitar e conhecer?
H. C. – Não. Ainda estou tentando ver se vou conseguir viajar…
C.A. – Seu irmão Matheus Castro, jovem piloto que começa a despontar na cena nacional, tem chamado a atenção de muitos com a divulgação feita pelo pessoal da Underside BMX. Você influenciou, de alguma forma, as primeiras manobras de Matheus numa BMX? Como você acompanha o progresso desse garoto?
H. C. – Eu nunca forcei ele a andar de bike. Apenas mostrei, e ele pegou gosto. Curto vê-lo andando porque tem opinião e estilo próprio. Isso me deixa orgulhoso! Às vezes, dou uns xingos nele, mas é raro ele vacilar. Daqui a dois anos, ele vai me colocar no bolso.
C.A. – No seu dia-a-dia, você costuma andar em diversas pistas – de concreto, terra e, até mesmo, de madeira – de toda a Grande São Paulo. Como é a sua rotina de treinos? Desses lugares em que você treina, quais são os seus picos preferidos?
H. C – Hoje, eu ando por impulso. Nunca sei como vai ser meu dia em cima da bike. Adoro São Miguel skatepark, e alguns picos na rua. Além disso, agora estamos reformando os trails em Caracas novamente. Logo vocês verão muitas noticias sobre isso.
“Eu preciso de amigos para andar. Sem eles, eu nem estaria em cima da bike. O mais louco é poder andar, dar risada e compartilhar aqueles dias bons com seus amigos. No rolê, isso é essencial pra mim.”
C.A. – A impressão que tenho, com as informações que encontro sobre seus treinos (em sites ou até mesmo pelo Twitter), é que você está sempre acompanhado de alguns ou vários amigos. Quem são esses seus companheiros de rolê? Para você, qual a importância de andar cercado de amigos, tanto em treinos quanto em campeonatos?
H. C – Eu preciso de amigos para andar. Sem eles, eu nem estaria em cima da bike. O mais louco é poder andar, dar risada e compartilhar aqueles dias bons com seus amigos. No rolê, isso é essencial pra mim. Meus companheiros são geralmente o Zóio, Matheus, Overall, Tico, Rennan, Wellington, Felipe, Lenks e nossa Crew da Zona Leste. É animal, eles são minha inspiração.
C.A. – Para finalizar, qual é a sua motivação para continuar a dar os seus rolês de bike e a dedicar boa parte de sua vida ao BMX?
H. C – Minha motivação é estar ao lado dos meus amigos, andando, construindo rampa e saindo no rolê. Enquanto eu conseguir pedalar rápido e dar uns tables, estarei me dedicando à cena do BMX.
C.A. – Você gostaria de deixar alguma mensagem final para os que lêem essa entrevista? Algum agradecimento a fazer?
H. C – Mantenha em cima da sua bike. Vai rápido e alto porque não tem radar que pegue a sua placa. Queria agradecer a Clint Millar (Colony), Alex (Casa Grande – Big House Bmx), Marcelinho (DreamBmx) e a todos os meus amigos, que são muitos, e se eu colocar o nome de todos, ficará maior que essa entrevista. Obrigado a você e ao BetaBmx pela oportunidade.
C.A. – Em relação a essa viagem que você está planejando fazer com “Overall”, já existe alguma previsão mais certa? O que vocês pretendem visitar e conhecer?
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Meu ídolo porra!!!!
jonatas (guajara) respondeu:
março 23rd, 2010 at 10:26
ae mano
massa a entrevista
Muito irado se eu já tinha admiração por esse cara agora tenho prazer de ser Brasileiro e ter em meu paiz um cara como Henrique Castro vlw Caio pela entrevista e vlw mais ainda Henrique ñ precisa jogar 300 Twips para ser bom e reconhecido no BMX tem sim q ter muito mais muito estilo e isso vc tem de sobra flw…
Caio brother, muito da hora essa entrevista com o Herinque Castro, um dos cara mais respeitados no BMX Brasil e umas da pessoas mais influentes na cena nacional sem contar, além de ser muito humilde, dedicado e determinado na evolução do seu rolé e do BMX nacional.
Brother, muito show essa sessão do BETABMX!!!
Parabéns brother e espero q venham outras entrevista tanto com o Henrique como outros pilotos!!!
E que o BETABMX cresça cada vez mais!!!
Grande Abraço caio!!!
O valvo apavora. Amizade de 10 anos q vai pra vida toda!
Nos vemos em Gville cunt!
Castro eh foda, onde mais andavamos juntos era na The UNIT !
nunca vo esquece qdo apenas eu, ele e o diogo, fica andando ate tarde na Unit escutando sertanejo(qdo a gente tah feliz, escuta qualquer coisa) !! hasusahuashsau
é noissss
Oto respondeu:
março 23rd, 2010 at 9:07
Escutando sertanejo foi boa…
desde que nos faça bem e rir..
dá pra escultar qualquer coisa..
abraços…
Castro eh foda, onde mais andavamos juntos foi na The UNIT !
nunca vo esquece qdo apenas eu, ele e o diogo, a gente ficava andando ate tarde na Unit escutando sertanejo(qdo a gente tah feliz, escuta qualquer coisa) !! hasusahuashsau
é noissss
Entrevista da hora mano, andar com o Henrique e com a rapaziada da ZL é aquele role loco, um pilhando o outro pra valer, e com certeza isso não vai acabar…isso que é o mais style ! É nóis Henrique!!!!
[...] Entrevista por Caio Andrade do site betabmx.com.br [...]
Caio a sessão tá show de bola..
E acho que foi uma boa começar pelo Henrique..
Abraçao a tds e vivam o bmx…
ae mano
massa a entrevista
É isso ai mano… para o alto e avante…
meus parabens para o caio e a iniciativa de fazer essa entrevista, começando ja de uma maneira diferente, com a promoção relampago bem legal.
em relação a entrevista, curti muito, é bom conhecer a história de um piloto que ja era antes e agora um pouco mais adimirado por mim, andar de bike ouvindo sertanejo é a maior prova de amizade que se pode ter! hahaha da hora!
abraço a todos, ao Henrique a ao Caio.
Hell yeah Valvoline !! Proud to have you a part of Colony mate !!
Varias histórias com esse cara boas e ruins
mas ae Henrique muito respeito
muitas coisas mudram de la pra cá vc merce tudo q ta acontecendo com vc
é nós|!
Muito Massa!!! gostei muito da entrevista
quase que chorei quando de li ” Eu preciso de amigos para andar. Sem eles, eu nem estaria em cima da bike. ” estou me recuperando da Fibula quebrada e estou andando sozinho,
atual mente estou morando no Japao, lembro e tenho muitas saudades de uma epoca que tivemos aqui no japao andando varios pilotos brasileiros juntos, Robert Nationaro, Gleyson , junior Iwama, Sergio, Tico Utida, Samuel, Paulo, Massao, Gordinho, Andre e eu. foi muito massa!!!! Queria aproveitas a todos e agradecer a todos por aquele tempo que tivemos muitos roles vaias viagens e muito BMX.
Obrigado galera!!!!!
Pra cima, rapido, forte !!
É nóis !
Castro pensa de maneira correta
o fato dele andar bem eh consequencia da diverçao dele =D
BMX eh isso
so dizer que anda com henrique castro.!!!o cara ce sente mais style ,tem mais pegada. ha ZL e assim!
É isso ai Henrique, gosto de sua sinceridade e simplicidade mano!
continue sendo esse cara gente boa!!!
E só queria dizer que eu sou old school, e vi pela primeira vez esse cara mandar 360 truck no hander lá em Pomerode no style em 2003, ta ficando veio tmb Valvo, kiakiakiakia
um grande abraço e té+ Mr. Table
Henrique Castro, esse e o cara!!! Humildade sempre!!!
Logo nos vemos por ae bro….ZL sempre!!!