Há uns dois anos, surgiu a “febre do plástico” na fabricação de peças para BMX. Um coisa que logo vem à cabeça – ou pelo menos vinha – é uma suposta fragilidade desse material e um certo receio em relação à qualidade das peças feitas com ele. É claro que não se trata de qualquer matéria-prima quando falamos sobre a fabricação de peças para BMX – que passam por verdadeiros testes de resistência durante o rolê e, por uma questão de segurança, devem ser da melhor qualidade possível.
Plástico é apenas um nome genérico para diferentes tipos de materiais sintéticos ou semi-sintéticos, e os tipo mais comum para a aplicação na indústria do BMX são as composições de policarbonato de alta densidade. Atualmente, essa matéria-prima é usada na fabricação de pedais, bancos, bar-ends e também pegs (ou apoios). Sua utilização pode variar de fabricante para fabricante, de peça para peça e também em relação à cor aplicada no produto. Isso porque , em alguns casos, como o Plastic Pedal da Eastern, à composição de policarbonato é adicionado fibra de carbono para reforçar a estrutura do pedal, e em outros, pigmentos são adicionados para dar cor ou outro resultado visual.
Passado algum tempo dos primeiros lançamentos de peças feitas com plástico, inúmeras marcas têm seu pedal em versão “plastificada”. Além disso, surgem a cada dia mais opções de pegs feitos em policarbonato e também diversos modelos de bancos. Isso tudo é impulsionado pela corrida pelo menos peso e, é claro, pelo preço mais baixo dessas peças. Afinal, essas são as principais vantagens do plástico. Um pedal de alumínio, por exemplo, pode pesar mais de 200g a mais que sua versão em plástico, além de ser até 3 vezes mais caro. Outro grande motivo, menos funcional neste caso, para o crescimento da utilização do plástico é a possibilidade de criar produtos de diferentes cores, que brilham ou até mudam de cor.
Para a Interbike 2009, o lançamento mais esperado nesse ramo dos produtos feitos de plásticos talvez seja o novo pedal da Odyssey, o JC PC Pedal. Essa novidade foi criada a partir do modelo JC Trail Mix em alumínio e apresenta uma inovação na fabricação desse tipo de pedal. Isso porque são duas partes de plástico presas ao eixo por parafusos, como em um sanduíche, ao invés de uma peça única feita em um molde. Isso proporciona algumas grandes vantagens: a diminuição de peso em virtude de uma nova forma de encaixe do eixo, a possibilidade de reposição de apenas um lado ou de parafusos e as opções de configuração dos pinos do pedal. Pode-se ter, então, um lado sem pinos e outro com pinos, o que proporciona firmeza do tênis no pedal e a facilidade de mandar “pedal grinds” ou “luc-e grinds”.
As cores diferentes em cada lado, segundo a fabricante, serviria para “marcar” qual lado tem os pinos e qual é liso. A Odyssey garante que a resistência do JC PC é a mesma de um pedal feito com alumínio, com a vantagem de ter todas as conveniências apresentadas. Resta agora esperar para saber qual a repercussão que esse lançamento terá na Interbike 2009 e como esse produto será recebido pelos lojistas e pelos pilotos. Pelo o que li em alguns sites (aqui, aqui e aqui), esse pode ser mais um sucesso da Odyssey.
Todos os direitos reservados © 2012 BetaBmx | Informação e BMX levados a sério / Fora da Caixa Media e Produções
Webdesign por Cris Glass | Programação por Agência Digital ZWA | BetaBmx é orgulhosamente produzido com WordPress